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Arquitetura da Informação: o segredo por trás da navegação fluida

  • Foto do escritor: Juliana Melo
    Juliana Melo
  • 22 de jul. de 2025
  • 24 min de leitura

Atualizado: 23 de jul. de 2025


Os avanços tecnológicos do último século não mudaram apenas a forma como os seres humanos produzem, comunicam e armazenam informações. Eles também transformaram o nosso jeito de organizar e interpretar conhecimentos e conteúdos de todos os tipos. 


E é por isso que a Arquitetura da Informação é tão importante!


Hoje em dia, o mundo vive o auge do que os sociólogos chamam de Era da Informação: nunca foi tão fácil compartilhar e encontrar os dados – além de utilizá-los para resolver problemas –. 


Mas se você consegue usar o seu celular para acessar informações vindas de qualquer canto do planeta, é tudo graças às estruturas proporcionadas por uma ciência que se dedica especialmente a esse propósito. Hoje, você vai aprender tudo que sempre quis saber sobre ela.


Estamos falando, é claro, da Arquitetura da Informação, um universo fascinante de saberes e técnicas indispensáveis para quem investe em estratégias digitais. Basta continuar a leitura para descobrir o que é a Arquitetura da Informação, por que ela é tão importante para a comunicação digital e como utilizá-la para transformar a performance das páginas do seu site nas pesquisas web!


Confira, a seguir:



Entenda o que é Arquitetura da Informação 


A arquitetura da informação (ou AI) é o campo teórico e prático que busca as melhores formas de organizar informações, conteúdos e dados de modo a torná-los acessíveis e compreensíveis. No mundo digital, ela é utilizada para conferir usabilidade e navegabilidade a websites, páginas, softwares, aplicativos, mídias e outros elementos.


Em outras palavras, o objetivo da arquitetura da informação é garantir que todos os componentes de um espaço – seja ele virtual ou físico – estejam organizados de maneira lógica, facilitando a vida de quem precisa encontrá-los.


Para entender melhor, é só pensar em uma biblioteca: imagine como seria trabalhoso encontrar um livro específico em meio a centenas de títulos se eles não estivessem agrupados por temática ou organizados em ordem alfabética.


E os supermercados, então? Se os produtos fossem distribuídos aleatoriamente nas prateleiras, sem seguir nenhuma lógica, até mesmo uma compra simples se tornaria um grande desafio. É por isso que as mercadorias geralmente ficam divididas em categorias identificadas por placas. Assim, você nem precisa pensar duas vezes para ir direto até a seção de laticínios quando quer comprar iogurte, por exemplo.


No contexto digital, é a mesma coisa: os conteúdos de um site precisam ser estruturados de maneira estratégica para que os usuários consigam navegar por eles e entendê-los com facilidade. Esse é justamente o papel da arquitetura da informação.


Indispensável para o trabalho dos especialistas em experiência do usuário (UX), a AI envolve estudos complexos sobre como as pessoas raciocinam quando acessam os espaços digitais. A ideia é estruturar páginas, conteúdos e plataformas que entregam o que os usuários buscam com o mínimo possível de atrito (ou seja, sem despertar confusão, hesitação ou dúvidas).


Na prática, a arquitetura da informação inclui o desenvolvimento e a aplicação de técnicas baseadas nos princípios de categorização, hierarquização e taxonomia, assim como na otimização da jornada da pessoa usuária.


Por que ela é essencial para a experiência do usuário? 



Vamos voltar àquela nossa analogia do supermercado por um momento.


Se as gôndolas não fossem organizadas de modo a facilitar o acesso aos produtos, a experiência de compra dos clientes seria, no mínimo, bastante desagradável. 


Imagine a sensação de entrar no mercado procurando um pacote de salgadinho e, depois de gastar algum tempo com a busca, descobrir que a mercadoria que você deseja está exposta entre os frascos de detergente e os sacos de farinha de trigo – longe de todos os outros aperitivos de consumo rápido –.


Mesmo que você decidisse prosseguir com a compra, a frustração de ter que quebrar a cabeça para atingir o seu objetivo provavelmente seria o suficiente para te fazer pensar “eu nunca mais volto nesse supermercado!”.


Aliás, muita gente desistiria de comprar o salgadinho (ou qualquer outro produto) antes mesmo de percorrer todos os corredores. Afinal, nem tem por que enfrentar essa complicação toda quando existe a possibilidade de simplesmente escolher um estabelecimento mais organizado.


A lógica é exatamente igual nas plataformas digitais: ninguém gosta de acessar um website em que a tarefa de encontrar páginas, informações ou conteúdos específicos é desnecessariamente complexa. E é isso que acontece quando a arquitetura da informação não é priorizada durante a construção do portal.


Portanto, a arquitetura da informação é essencial para que todos os elementos do seu site sejam exibidos de uma forma que faça sentido para os visitantes. Só assim você conseguirá proporcionar uma boa experiência do usuário.


Desenhar a distribuição dos conteúdos – e a estrutura interna de cada página – de forma estratégica, é algo indispensável para garantir que os canais e soluções digitais da sua marca sejam navegáveis. Os “caminhos” que levam os usuários às informações que eles estão buscando quando entram no site precisam ser intuitivos para garantir uma usabilidade satisfatória.


Resumindo: a arquitetura da informação é um dos pilares mais importantes da otimização para a experiência do usuário.


Compreenda a relação entre Arquitetura da Informação e SEO 


A gente sempre diz que SEO e UX caminham de mãos dadas.


Isso porque a usabilidade e a qualidade da experiência de navegação estão entre os requisitos mais importantes para os sites que desejam conquistar bons posicionamentos nas SERPs (páginas de resultados dos mecanismos de busca).


Não é a gente que está dizendo: de acordo com a própria documentação do Google, os sistemas de classificação do buscador “recompensam conteúdos que oferecem uma boa experiência de página”.


Vale mencionar que, quando se trata de ranquear os resultados de uma pesquisa, a prioridade do maior site de buscas do mundo é explicitamente a relevância dos conteúdos – ou seja, o Google sempre se esforça para mostrar primeiro as páginas mais úteis para o usuário que está pesquisando, os sites que melhor atendem às necessidades das pessoas –.


Só que, hoje em dia, é comum que uma única pesquisa leve a um grande número de resultados úteis, que podem ser parecidos no aspecto “nível de relevância”. Se você procurar por “o que é SEO?” no Google, por exemplo, provavelmente vai se deparar com uma imensa variedade de blogposts, artigos e outros materiais que respondem bem à sua dúvida. Na verdade, isso acontece na maioria das buscas.


E aí é que entra a importância da experiência do usuário: ela é um dos principais critérios de desempate na “corrida pelo ouro” da visibilidade orgânica. Na disputa entre duas páginas web que se equiparam na qualidade do conteúdo e na relevância, a tendência é que o site vencedor seja aquele que se sai melhor nos critérios de usabilidade.


Isso inclui ter um desempenho satisfatório nos indicadores que fazem parte do Core Web Vitals e um bom trabalho de design UX. E, como você já sabe, não dá para caprichar no UX sem mobilizar a arquitetura da informação.


De maneira simplificada, além de se preocupar em criar conteúdos valiosos e alinhados com as intenções de pesquisa dos usuários, você também precisa garantir que o portal da sua marca seja fácil e agradável de usar. Para atingir esse objetivo, todos os “pedacinhos de informação” do site – sejam eles textuais ou visuais – devem estar dispostos de maneira estratégica.


Enfim, sem muitos rodeios: a arquitetura da informação é essencial para uma boa experiência do usuário, e a boa experiência do usuário é essencial para o SEO. É simples assim!


Componentes básicos da Arquitetura da Informação: 


No guia Information Architecture for the World Wide Web – considerado por muitos como o “livro sagrado” da arquitetura da informação –, os estudiosos Peter Morville e Louis Rosenfeld apresentam a AI como o ponto de interseção entre três pilares: usuário, contexto e conteúdo.


Para estruturar uma plataforma web de maneira eficiente e inteligente, é preciso pensar nessas três esferas cuidadosamente e criar uma arquitetura baseada no equilíbrio entre elas. É essa ideia que o diagrama abaixo representa.



Ainda segundo os autores, a arquitetura da informação se baseia em quatro componentes primordiais, que são os sistemas de organização, rotulagem, navegação e pesquisa. Como você está prestes a descobrir, esses são os grandes pilares que sustentam a construção de interfaces baseadas na AI.


Sistemas de Organização 


Os sistemas de organização são os esquemas utilizados para agrupar, categorizar e ordenar as informações existentes no site ou em uma página específica.


Em outras palavras, o sistema de organização é como um conjunto de padrões lógicos e previsíveis que servem para ajudar as pessoas usuárias a encontrarem as informações desejadas de maneira intuitiva.


A prática de reunir várias páginas web similares em categorias – a famosa categorização – é um bom exemplo: se alguém entrar aqui Blog da Wesearch com a intenção de aprender sobre link building, por exemplo, é só clicar no item do menu correspondente à categoria que reúne os materiais sobre esse tema.





Agora, caso esse usuário decida acessar todos os conteúdos do blog, perceberá facilmente que eles aparecem em ordem cronológica, começando pelo post mais recente. Não precisa pensar muito para se dar conta de que é só continuar rolando a página para visualizar as publicações mais antigas.


Tem lógica, é previsível. É um sistema de organização.


O mesmo vale para a estruturação de informações em ordem alfabética, por exemplo. É o que acontece nos menus do site da Magazine Luiza, um dos maiores e-commerces do varejo brasileiro.





Já no site da Dafiti, varejista conhecida como referência no universo fashion, o sistema de organização se utiliza de um grande número de categorias e subcategorias. Perceba que, no menu, cada tipo de produto pertence a um grupo mais amplo (“roupas”, “calçados”, “acessórios” etc). Por sua vez, esses grupos pertencem a categorias ainda maiores (como “feminino”, “masculino” e “infantil”).


Graças a esse sistema de organização, é fácil determinar os caminhos que você precisa percorrer dentro do site para encontrar um item específico.




Sistemas de Rotulagem 


Rotular significa utilizar uma palavra, expressão ou símbolo para identificar um conjunto de informações.


Nos sites, isso se manifesta nos termos que são escolhidos para compor os menus e nos títulos das páginas de categoria, por exemplo.


Quando alguém vê a palavra “Contato” no menu de um site comercial, entende imediatamente que a página em questão contém informações como número de telefone e endereço de e-mail da empresa.


Mas é claro que essa página também pode se chamar “Fale Conosco” ou algo do tipo. Da mesma forma, o espaço dedicado à apresentação e à história da marca pode se chamar “Sobre nós”, “Quem somos”, “Institucional”, entre muitas outras opções.


A escolha dos termos utilizados no sistema de rotulagem depende de fatores como o tom de voz da marca e os resultados dos testes de usabilidade. Também é possível utilizar recursos visuais (como símbolos) para tornar a rotulagem ainda mais intuitiva.


Sistemas de Navegação 


Os sistemas de navegação servem para ajudar os visitantes a se localizarem dentro da plataforma e a se movimentarem por ela.


A ideia é que esses modelos orientem a interação entre as pessoas e as informações. Assim, o usuário consegue entender em que parte do site está e o que deve fazer para encontrar os conteúdos e dados que deseja. Os menus principais e aquelas listas de links que aparecem no rodapé das páginas web são exemplos de elementos dos sistemas de navegação.


Aliás, os elementos que auxiliam na navegação podem ser de vários tipos, como explicamos a seguir.


Navegação Global


Os elementos de navegação global proporcionam uma “visão panorâmica” da estrutura da interface.


Eles oferecem acesso fácil a todas as categorias de primeiro nível da plataforma e aparecem em todas as páginas, sendo parte do design do portal. É o caso dos menus de navegação principal, que ficam no topo das páginas nos websites e na parte esquerda da tela nos aplicativos mobile.


O objetivo desses componentes é ajudar os usuários a navegarem pelas páginas que estão no topo da estrutura hierárquica com um único clique. Eles também devem incluir atalhos para a homepage ou área inicial do site (em muitos casos, a própria logomarca da empresa serve como elemento clicável para levar à home).


Navegação Local


Já os elementos de navegação local são limitados a uma área específica do site (a página ou seção em que o usuário está).


Eles orientam o acesso a informações mais “afuniladas”, que não aparecem integralmente no menu principal ou que só são relevantes para o contexto de quem acessa uma determinada seção. Portanto, ao contrário dos modelos de navegação global, esses elementos mudam de acordo com a página que o usuário está visualizando.


O print abaixo, por exemplo, mostra um menu de navegação local presente no site da Dafiti. Ele só é exibido para quem acessa a página da categoria “Feminino”.



Navegação Contextual


Por sua vez, a navegação contextual serve para proporcionar acesso a páginas potencialmente interessantes para o usuário sem que ele precise buscar especificamente por elas.


O melhor exemplo é o uso de links internos em blogposts: esses recursos são incluídos nos conteúdos como indicações de materiais que podem enriquecer a experiência de leitura.


A mesma lógica se aplica a outros elementos que também têm esse teor de recomendação. Ainda no contexto dos blogs, é comum encontrar seções que listam sugestões de conteúdos similares ao final das publicações. 


Já no Blog da Wesearch, a gente inclui alguns cards clicáveis logo abaixo de cada artigo, para quem quiser conferir posts recentes do portal. Isso também é navegação contextual.



Esse modelo de navegação também é encontrado com muita frequência em sites e apps plataformas de e-commerce. É só pensar naquelas seleções de produtos similares que são exibidas quando você acessa uma página de produto. Elas costumam ter nomes como “Você também pode gostar” ou  “Mais comprados por quem visualizou este item”.



Sistemas de Pesquisa 


Como o próprio nome sugere, os sistemas de pesquisa existem para auxiliar os usuários que desejam encontrar informações dentro do site ou app por meio de buscas internas.


Eles são especialmente indispensáveis para portais que contêm um número muito grande de páginas, como sites de e-commerce que abrangem muitas categorias de produtos diferentes. Imagine só como seria complicado encontrar um produto específico no site da Amazon sem poder contar com a boa e velha barrinha de pesquisa!


Mas os sistemas de pesquisa são essenciais interfaces digitais de todos os tipos. Na hora de estruturá-los, é preciso garantir o bom funcionamento dos mecanismos responsáveis por parear as palavras-chave utilizadas pelo usuário com os conteúdos que melhor correspondem à busca. 


Os critérios que determinam quais resultados aparecerão primeiro podem variar bastante de acordo com o objetivo do site e a complexidade do sistema. Mesmo que seja simples, o mecanismo de buscas internas precisa retornar conteúdos condizentes com o que foi pesquisado.


Em alguns casos, a inclusão de opções de filtragem pode ajudar a deixar o sistema de pesquisa mais preciso e eficiente, como o que acontece no site da Netshoes.






Conheça os principais fundamentos e metodologias da Arquitetura da Informação: 


Agora que você já conhece os principais tipos de sistemas utilizados na arquitetura da informação, é hora de explorar outros conceitos relevantes para esse campo de estudo.


A seguir, explicamos algumas das definições que servem como princípios norteadores no trabalho dos UX designers e arquitetos da informação. Além disso, também apresentamos uma série de técnicas, ferramentas e métodos mobilizados por esses profissionais para aplicar a AI à construção das plataformas digitais.


Hierarquização


Não dá para falar em arquitetura da informação sem destacar o papel da hierarquização.


Afinal, a hierarquia é essencial para a organização dos dados e conteúdos existentes em uma plataforma digital. Ela é a lógica que encaixa uma determinada página ou seção da interface dentro de uma página ou seção mais abrangente – que, por sua vez, pode ser um componente de algo ainda maior… e assim sucessivamente –.


Na maioria dos sites, a homepage (página inicial) fica no topo da hierarquia. Ela é responsável por apresentar informações gerais e direcionar os visitantes para as seções mais específicas do portal.


Vamos usar o exemplo fictício de um site de e-commerce de moda.


A homepage é o primeiro nível da estrutura hierárquica. Ela dá acesso às grandes categorias do site (que também devem aparecer no menu de navegação global). Dentro de cada categoria, há diversas subcategorias, que agrupam as páginas de produtos.


Se quiséssemos representar visualmente essa estrutura de forma simplificada, ela ficaria mais ou menos assim:


→ Homepage

  • Roupas  (categoria)         

    • Calças  (subcategoria)

      • Páginas de produtos

    • Camisas  

      • Páginas de produtos

    • Vestidos 

      • Páginas de produtos

    • Saias  

      • Páginas de produtos

  • Calçados  

    • Tênis 

      • Páginas de produtos

    • Sandálias 

      • Páginas de produtos

  • Acessórios   

    • Cintos  

      • Páginas de produtos

    • Bijuterias

      • Páginas de produtos

  • Moda praia   

    • Biquínis  

      • Páginas de produtos

    • Maiôs  

      • Páginas de produtos


Além de ser essencial para definir as relações entre as páginas de um site e organizá-las de maneira lógica, a hierarquização também é importante na hora de posicionar as informações existentes em uma determinada área do site.


Isso significa que, assim como a estrutura do site, a constituição interna de cada página individual precisa ser baseada em uma hierarquia, em que as informações mais específicas devem aparecer como partes “subordinadas” das informações mais amplas e generalizadas.  


Os intertítulos são bastante úteis na hora de dividir o conteúdo das páginas em seções e subseções. O posicionamento das informações na janela de visualização também tem tudo a ver com a posição hierárquica que elas ocupam. 


Escaneabilidade e leiturabilidade 


E já que acabamos de falar sobre a organização das informações dentro das páginas…


A arquitetura da informação preza pela escaneabilidade e pela leiturabilidade de todos os conteúdos do site. Isso significa que os elementos textuais e visuais das páginas precisam ser legíveis – ou seja, nítidos e fáceis de distinguir –.


Mas, além disso, eles também devem estar organizados de uma maneira que facilite a identificação e o entendimento das informações durante a visualização rápida das páginas.


Isso porque a maioria das pessoas lê conteúdos digitais “passando os olhos” pelo texto, de maneira forma veloz e superficial – como uma máquina de scanner –. Portanto, um conteúdo escaneável é aquele que tem uma estrutura pensada para ajudar os usuários a encontrarem as informações que desejam nesse tipo de leitura.


Para conferir escaneabilidade às páginas, a arquitetura da informação prevê uma distribuição dos elementos que destaca as partes mais importantes do conteúdo e proporciona uma experiência de leitura dinâmica.


Na prática, isso acontece por meio do uso estratégico da tipografia (fontes de diferentes cores e tamanhos), listas de tópicos e recursos visuais diversos. Esses elementos podem ser associados a textos divididos em parágrafos curtos e separados por intertítulos.


É durante a visualização no “modo scanner” que as pessoas decidem se vale a pena ler a página com mais calma. Quanto melhores forem a escaneabilidade e a leiturabilidade dos seus conteúdos, mais gente tende a consumi-los na íntegra.


Navegabilidade e facilidade de localização


Uma plataforma navegável permite que os usuários circulem pelas diversas páginas, seções ou espaços sem que se percam. 


Portanto, a ideia é pensar na estrutura do site e em recursos de navegação que ajudem as pessoas a se movimentarem pelos conteúdos, realizando as interações desejadas e concluindo os objetivos que elas têm em mente quando acessam o portal.


Para garantir a navegabilidade das suas interfaces, é essencial prestar atenção à organização hierárquica das páginas e utilizar os sistemas que descrevemos ali em cima, quando falamos dos componentes da arquitetura da informação. Capriche nos menus, nos links de rodapé e na exibição das categorias.


Sempre que possível, inclua elementos que mostrem ao usuário em que parte do site ele se encontra. É para isso que servem os breadcrumbs, por exemplo (a gente vai falar mais sobre eles daqui a pouco). Você também pode destacar a seção que está sendo acessada por meio do próprio menu principal, como o que acontece no exemplo abaixo.


No site da Klabin, marca especializada na produção de papel e celulose, o menu de navegação global utiliza a cor verde para diferenciar a categoria da página que você está visualizando no momento.



Mapeamento do site


Um dos principais entregáveis da arquitetura da informação é o mapa do site.


Para evitar confusões, vale destacar uma observação importante: é possível mapear um site de diversas formas. No SEO, é bem comum ouvir falar nos sitemaps XML, que são arquivos de texto utilizados para mostrar aos bots dos mecanismos de busca como funciona a hierarquia entre as páginas.


Mas o termo “mapa do site” também se refere a um esquema de representação visual da estrutura de um portal. Falando de maneira mais simples, é um organograma que mostra as relações hierárquicas existentes entre as páginas do site.


Para criar organogramas de mapeamento do site, você pode utilizar ferramentas como o Miro e o Canva.


Fluxogramas


Os caminhos que os usuários podem percorrer dentro de um site são chamados de fluxos de navegação. E os fluxogramas são diagramas que representam esses fluxos.


A elaboração dos fluxogramas sempre está entre as primeiras etapas do trabalho de UX. Afinal, eles detalham todas as possibilidades de movimentações e interações existentes no portal.


Na arquitetura da informação, os fluxogramas mais utilizados são os do tipo user flow. Diferente dos organogramas de mapa de site (que mostram apenas as conexões entre as páginas), eles detalham o funcionamento do sistema de navegação, exibindo as etapas necessárias para a conclusão das tarefas, a sequência em que as telas aparecem durante a navegação, os inputs dos usuários etc.


Algumas das melhores ferramentas para a criação de fluxogramas são o Draw.io, o Lucidchart e o Justmind.


💡 Dica de especialista: vai construir fluxogramas para o seu site? Então confira o vocabulário visual de Jesse James Garret, um guia para a representação gráfica de fluxos navegacionais e arquitetura da informação.


Wireframes e protótipos interativos


Os wireframes são como esboços, representações simuladas que geralmente mostram como as informações estarão organizadas em uma página ou tela.


Portanto, é uma espécie de protótipo que mapeia o posicionamento dos elementos que serão incluídos nas páginas. O wireframe funciona como um “esqueleto” da interface, demonstrando a distribuição do conteúdo na tela e a localização dos componentes funcionais (como botões).


É esse esboço que os designers e desenvolvedores web utilizam como referência para criar o layout visual e a estrutura de código das páginas.


O mais comum é que os wireframes não tenham cores, estilos tipográficos e outros recursos gráficos, já que eles se concentram na funcionalidade das interfaces. Os protótipos podem ser estáticos ou interativos, e costumam ser elaborados em plataformas de design como o Figma.


Inventário de telas e conteúdos 


Outra metodologia muito utilizada nos processos de arquitetura da informação é o inventário de conteúdos.


Como o próprio nome sugere, é um documento que lista todas as páginas ou telas da interface, assim como as informações que estarão presentes em cada uma delas. Portanto, o inventário de conteúdo permite que você tenha uma visão holística do projeto.


Normalmente, ele é uma planilha onde são registrados o título e a URL das páginas, juntamente com uma pequena descrição. Na hora de criar o arquivo, inclua também uma coluna de observações (ou mais de uma), para anotar detalhes relevantes sobre os conteúdos do seu site.


Como criar uma Arquitetura da Informação eficiente para seu site? Confira as melhores práticas


A essa altura, você já pode dizer que conhece todo o “bê-a-bá” da arquitetura da informação.


Mas… na prática, como aplicar esses princípios e métodos na criação ou no aprimoramento das páginas do seu site?


É isso que você vai descobrir agora: a seguir, listamos algumas dicas úteis para quem deseja otimizar a navegabilidade e a usabilidade de plataformas web com base na arquitetura da informação. Confira, abaixo, uma seleção das melhores práticas de AI para a elaboração de sites e páginas.


Uso de URLs amigáveis 


As URLs são os endereços que os navegadores web utilizam para chegar às páginas.


Mas além de cumprirem essa função, elas também podem servir para ajudar os usuários a se orientarem na arquitetura do site. Isso acontece quando as URLs são amigáveis – ou seja, têm estruturas simples e intuitivas, que representam a posição das páginas na hierarquia –.


Portanto, tente criar URLs que sejam fáceis de entender e expressem o caminho necessário para chegar até a página que está sendo visualizada. 


Observe o exemplo abaixo, do site da Netshoes: a página da subcategoria “Chuteiras” faz parte de uma categoria maior chamada “Futebol”, e essa estrutura aparece claramente na URL.





Implementação de breadcrumbs 


Em tradução literal, “breadcrumbs” quer dizer “migalhas de pão”.


No webdesign, esse é o nome de um elemento composto por uma espécie de trilha que exibe a localização atual do usuário em relação ao restante do site. Geralmente, é uma sequência de hiperlinks que informa a posição da página na hierarquia e permite que as pessoas acessem facilmente as etapas anteriores do fluxo de navegação.


Os breadcrumbs costumam aparecer na porção superior da página, como no exemplo abaixo.




Organização hierárquica dos headings e outros elementos


As heading tags são inseridas no código HTML das páginas para organizar o conteúdo em seções padronizadas, o que é feito por meio dos títulos e intertítulos.


Elas são essenciais para garantir a escaneabilidade, tornar a visualização mais fluida e facilitar a identificação de informações específicas por parte dos usuários. Assim como a maioria das coisas na arquitetura da informação, as heading tags seguem uma lógica hierárquica.


A hierarquia dos headings obedece a uma ordem representada por números crescentes, começando pelo H1. Esse é o maior nível hierárquico, que engloba todos os outros. Portanto, a tag H1 marca o título principal da página.


Naturalmente, cada página deve ter apenas um H1.


As seções que dividem o H1 em partes menores são marcadas pela tag H2. Os H3 correspondem às subseções existentes dentro dos H2, e assim sucessivamente. 


É como uma escala de relevância, em que o H1 representa o título mais importante da página e os demais headings marcam as informações secundárias.


O uso correto de heading tags é superimportante para manter a arquitetura da informação dentro das páginas, especialmente quando os conteúdos são muito extensos (o que acontece com frequência no caso de blogposts).


Para exemplificar, confira uma representação das heading tags correspondentes a algumas seções deste conteúdo que você está lendo agora:


Arquitetura da Informação: como estruturar dados para melhor usabilidade e SEO ←[H1]

  • Entenda o que é Arquitetura da Informação ← [H2]

  • Por que ela é essencial para a experiência do usuário? ← [H2]

  • Compreenda a relação entre Arquitetura da Informação e SEO ← [H2]

  • Componentes básicos da Arquitetura da Informação: ← [H2]

    • Sistemas de Organização ← [H3]

    • Sistemas de Rotulagem ← [H3]

    • Sistemas de Navegação ← [H3]

      • Navegação Global ← [H4]

      • Navegação Local ← [H4]

      • Navegação Contextual ← [H4]

    • Sistemas de Pesquisa ← [H3]


Sitemaps XML e HTML 


Lembra que falamos sobre os organogramas de mapa de site?


Então, além de utilizar essas representações visuais como recursos de apoio na hora de estruturar o portal da sua marca, também é importante criar um sitemap XML. 


Como mencionamos anteriormente, esse arquivo de texto simples funciona basicamente como uma grande lista das URLs que fazem parte do site. Ele também traz informações sobre a posição de cada página na hierarquia e pode incluir detalhes adicionais, como dados sobre as datas de atualização dos conteúdos.


Embora não impacte diretamente a usabilidade, já que não são exibidos para os visitantes humanos, os sitemaps XML são importantíssimos para que os bots dos mecanismos de pesquisa consigam entender a arquitetura da plataforma. O ideal é que eles sejam estruturados de acordo com as orientações do portal Sitemaps.org.


Mas ainda existe um terceiro tipo de mapa do site (e esse é superútil para os usuários!). É o sitemap HTML, a única modalidade de mapeamento que oferece um recurso visível para quem visita o site.


Na verdade, os sitemaps HTML são páginas web simples, com uma lista de hiperlinks que direcionam os usuários a diversos espaços da portal. No mapa do site do Greenpeace, por exemplo, é possível navegar facilmente pelas páginas de categorias e subcategorias.




Aliás, já que estamos falando nisso…


Páginas de categorias e subcategorias 


Não é à toa que mencionamos a divisão em categorias e subcategorias tantas vezes ao longo do conteúdo.


Esse método de organização é um dos pilares mais importantes da arquitetura da informação para sites. Se não fosse pela categorização, as páginas ficariam “soltas” pelo site – como os produtos naquela analogia do supermercado desorganizado que fizemos lá no início –. Sem ela, seria extremamente difícil encontrar conteúdos e informações específicas.


Por isso, na criação e manutenção de plataformas web, é importante se atentar à taxonomia. Esse é nome dado à prática de agrupar elementos similares sistematicamente, classificando-os de acordo com as características que eles têm em comum. No contexto dos sites, a taxonomia funciona por meio da categorização e do uso de tags.


Na hora de definir a estrutura taxonômica e a hierarquia do seu site, é importante pensar nos interesses e necessidades do seu público-alvo. Afinal, as categorias e subcategorias servem para facilitar a navegação, então a divisão deve privilegiar as páginas que são mais relevantes para os usuários.


Imagine um e-commerce de uma marca de cosméticos que ficou conhecida nas redes sociais por sua linha de produtos para crescimento capilar. Se é sobre isso que a maioria dos usuários deseja saber quando acessa o site, pode ser interessante deixar a página da linha em destaque na hierarquia, criando uma categoria (e um espaço no menu) só para ela.


💡 Bônus: para saber mais sobre como a categorização pode influenciar a performance SEO, confira o case SEO “de oportunidade” e o poder da categorização, aqui no Blog da Wesearch.


Estrutura de links internos otimizada 


Muito se fala sobre o uso estratégico da linkagem – o famoso link building – nos projetos de SEO.


Isso porque os links funcionam como atalhos para os bots rastreadores, que são responsáveis por descobrir as páginas web e registrá-las nos índices dos buscadores.


Mas o poder desses elementos também é significativo para a experiência do usuário: os links internos (que conectam duas páginas de um mesmo domínio) são importantes componentes navegacionais. 


Afinal, são eles que permitem o funcionamento de menus, índices, breadcrumbs e todos os outros recursos clicáveis que ajudam as pessoas a se movimentarem pelos conteúdos. Além disso, também atuam como partes dos sistemas de navegação contextual, oferecendo recomendações de páginas potencialmente relevantes para os usuários.


Por isso, é importante que os links internos estejam estruturados de modo a formar trilhas que conectam todos os principais pontos do site. 


Lembre-se de que nem todo mundo entra no portal da sua marca a partir da homepage ou de outras páginas hierarquicamente “superiores”. Para algumas pessoas, os primeiros pontos de contato com o site serão aquelas páginas mais específicas, posicionadas em níveis profundos da estrutura.


E você não pode correr o risco de deixar esses visitantes perderem as informações importantes presentes nos níveis anteriores da hierarquia. Por isso, utilize os links internos com inteligência para manter os usuários sempre informados sobre a localização das páginas em que eles estão (em relação ao restante do site) e direcioná-los para os espaços que eles precisam encontrar.


No caso dos links internos de navegação contextual, vale a pena tomar o cuidado de analisar se as páginas que você está indicando realmente podem ser interessantes ou úteis para os usuários. 


O impulso de linkar várias publicações no seu blogpost, por exemplo, pode ser tentador – mas isso não será bom para a usabilidade se os conteúdos recomendados não tiverem relação com a página que está sendo visualizada –.


Ah, e não se esqueça de utilizar anchor tags para adicionar links âncora em conteúdos muito extensos. Assim, você facilita a visualização de páginas grandes e evita que os usuários se cansem de tanto rolar a tela.


Consistência na organização do conteúdo


A arquitetura da informação é – e precisa ser – sistemática. Isso significa que “consistência” é a palavra de ordem na estruturação dos sites.


Em outras palavras, a lógica de organização e ordenamento dos dados, conteúdos e páginas precisa ser a mesma no site todo. Na maioria dos casos, não é uma boa seguir um determinado esquema para estruturar a arquitetura em uma parte do portal e adotar regras totalmente diferentes em outra parte.


O ideal é que a organização do seu site siga um padrão fácil de compreender e prever. É essa previsibilidade que faz a experiência de navegação ser considerada intuitiva.


Erros que você deve evitar ao estruturar a Arquitetura da Informação do seu site:


Quando o assunto é arquitetura da informação, é essencial conhecer os princípios e as boas práticas que servem como bases para a construção de sites navegáveis.


Mas para quem quer conquistar o sucesso na missão de oferecer experiências satisfatórias aos usuários, não basta entender o que pode ser feito para melhorar a usabilidade. Também é importante saber o que não fazer.


Por isso, selecionamos alguns dos erros mais comuns que identificamos por aí, na arquitetura da informação dos sites. Confira, a seguir, as coisas que você deve evitar durante as etapas de AI e UX design dos seus projetos:


Categorias e tags em excesso


Já ouviu aquele ditado que diz que “tudo em excesso faz mal”? Então, ele vem a calhar aqui. 


Categorias e tags são muito úteis na hora de organizar as páginas dos sites, mas cuidado para não abusar delas! Um número exageradamente grande de unidades de agrupamento pode deixar a taxonomia confusa ou simplesmente cansativa.


Antes de incluir uma categoria no seu site, reflita um pouco e realize alguns estudos para descobrir se a existência dela realmente pode ajudar os usuários – mesmo que faça muito sentido na sua cabeça –.


Uso incorreto de links internos


Não tem nada mais frustrante do que seguir um link e ir parar em uma página totalmente diferente da que você esperava (ou, pior ainda, em um aviso de erro).


Por isso, verifique a estrutura de link building regularmente para se certificar de que os links internos do seu site levam às páginas certas e continuam úteis para os usuários. Como já mencionamos, não adianta fazer linkagens “só por fazer” – elas precisam ter relevância para a navegação ou para a experiência de usabilidade –.


Ah, e não se esqueça de “caçar” os links quebrados e consertar todos eles.


Falta de Mobile First na estrutura 


Mais de 60% de todo o tráfego web mundial é originado a partir de dispositivos móveis. E pode apostar que esse número vai continuar crescendo.


Portanto, é essencial que a arquitetura da informação do seu site seja capaz de entregar uma boa navegação independentemente dos dispositivos utilizados pelos usuários. 


Será que todas as categorias do seu portal são visíveis e acessíveis para quem está usando celulares e tablets? Essas pessoas conseguem se movimentar pela estrutura hierárquica das páginas com a mesma facilidade de quem acessa pelo computador?


Esses questionamentos podem te ajudar a organizar o portal da sua marca de acordo com a abordagem mobile first, que propõe a criação de sites e páginas perfeitamente aptas ao acesso via dispositivos móveis. Além de dar uma atenção especial a essa modalidade de navegação na hora de pensar a arquitetura da informação do seu site, também vale a pena priorizar o design responsivo.


Impulsione o SEO do seu site com os fundamentos da Arquitetura da Informação


Para quem investe tempo e recursos na criação de plataformas digitais, o cuidado com a arquitetura da informação não é uma mera opção. É um verdadeiro critério para o sucesso.


Afinal, nenhuma interface consegue oferecer boas experiências de navegação sem uma estrutura eficiente e organizada. Nos sites comerciais, a navegabilidade e a usabilidade não são apenas indispensáveis para garantir a satisfação dos usuários e aproximar a marca de seus objetivos de negócio: elas também têm um papel fundamental na performance SEO.


Quanto melhor for a arquitetura da informação do seu site, mais usuários encontrarão exatamente o que buscam nele. Bons sistemas de organização também deixam a experiência de navegação agradável e estimulam as pessoas a explorarem diversos espaços do portal. Assim, elas tendem a passar mais tempo dentro da plataforma e têm maiores chances de retornar em acessos futuros.


Além disso, interfaces organizadas passam uma imagem de profissionalismo e confiabilidade, o que pode contribuir para que o domínio da sua empresa seja visto como autoridade no nicho.


Todos esses fatores ajudam o seu site a ser “notado” pelos mecanismos de busca e a ganhar relevância nas páginas de resultados. Aliás, uma arquitetura da informação bem construída também facilita o trabalho dos bots rastreadores, o que pode fazer com que as suas páginas sejam descobertas e indexadas pelos buscadores com mais rapidez e eficiência.


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