top of page

Os altos e baixos do SEO em novembro de 2025

  • Foto do escritor: Juliana Melo
    Juliana Melo
  • 12 de dez. de 2025
  • 14 min de leitura

Novembro pode até ter sido mais calmo do que o turbilhão de outubro, mas trouxe novidades importantes para o mundo das buscas. Atualizações robustas no AI Mode, mais experimentos com IA generativa no Google Lab e novos recursos no GSC estão entre os destaques do mês.


Highlights


  • O AI Mode do Google (que agora usa o Gemini 3) recebeu novas funções agênticas dignas de um assistente inteligente completo;


  • Opal, ferramenta generativa do Google para criação de mini-apps e conteúdos escaláveis, chegou a 160+ países e motivou debates acalorados entre especialistas;


  • O Search Console ganhou anotações personalizadas e deve disponibilizar filtro exclusivo para branded queries no futuro próximo;


  • A categoria de Redes Sociais e Comunidades Online liderou o ranking de vencedores, seguida pelos nichos de Materiais de Referência e Tecnologia;


  • Clima, Ecommerce e Esportes perderam fôlego devido a fatores como sazonalidade e deslocamento das jornadas dos usuários.



Novembro foi movimentado para a comunidade global de SEO. Apesar de não ter trazido tantas oscilações bruscas nos rankings, o penúltimo mês do ano veio para mostrar os impactos das mudanças comportamentais dos usuários e, é claro, reforçar a ascensão das IAs.


Nas últimas semanas, algumas tendências estruturais ficaram mais evidentes, como o crescimento contínuo das redes sociais e a fragilidade de sites que dependem profundamente da sazonalidade. Também não faltaram surpresas: quem esperava que o varejo online fosse fechar o mês da Black Friday em baixa?


A gente imaginava que isso poderia acontecer… e é claro que vamos te explicar em detalhes! Basta continuar por aqui pra ficar por dentro de tudo que balançou o universo das buscas em novembro, descobrir quais categorias da web brasileira mais ganharam (e perderam) visibilidade e desvendar as razões por trás desses movimentos.


Confira, a seguir:




Panorama: o que rolou no mundo das buscas em novembro


Em novembro, a comunidade de SEO acompanhou uma volatilidade moderada nas SERPs (páginas de resultados de busca). Embora as oscilações não tenham sido tão agressivas quanto as observadas em outubro, o mês contou com alguns picos de instabilidade concentrados ao redor dos dias 6, 18 e 23.


Gráfico de volatilidade dos rankings da Pesquisa Google na plataforma Wincher (dados globais)


Vale lembrar: volatilidade da SERP é o conceito usado para avaliar a frequência e a intensidade das mudanças sofridas pelos resultados de busca em um determinado período. Uma volatilidade alta (identificada pelas colunas vermelhas no gráfico acima) significa maior chance de quedas e saltos repentinos nas posições dos rankings orgânicos.


Em novembro, esse estado de instabilidade apareceu em diferentes momentos, mas com alguns instantes de “respiro” para os profissionais de SEO. Foi diferente do que havia acontecido em outubro: como mencionamos no nosso relatório anterior, o mês do Halloween praticamente não teve tréguas no quesito volatilidade.


Mas os movimentos equilibrados dos rankings não significam que novembro foi parado, hein? Aliás, as últimas semanas trouxeram muitas novidades importantes para proprietários de sites e especialistas em otimização do mundo todo, como a gente detalha a seguir.


Atualizações do AI Mode


O AI Mode, que tem sido um dos protagonistas das transformações recentes na experiência de busca, ganhou upgrades robustos em novembro.


O principal deles foi a transição oficial para o Gemini 3. Agora, o Modo IA da pesquisa Google funciona com uma “mente” mais moderna, ágil e poderosa: a geração mais recente do modelo de linguagem da companhia. Além de trazer mais velocidade e respostas mais contextuais, a atualização reforça o objetivo do Google de proporcionar uma experiência generativa cada vez mais “nativa” dentro da busca (não apenas como um complemento).


Nas palavras da própria empresa: “Para te ajudar a compreender melhor as informações da web, o AI Mode da Pesquisa agora usa o Gemini 3 para entregar novas experiências de interface generativa, como layouts visuais imersivos, ferramentas interativas e simulações, tudo gerado na hora com base na sua consulta” (tradução live).


O AI Mode também ganhou novas capacidades agênticas, que ainda estão em fase experimental no Search Lab. Isso significa que ele está ficando cada vez mais parecido com um assistente inteligente, capaz de executar tarefas variadas que vão muito além de responder perguntas e buscar informações.


Imagina reservar seu horário na barbearia, marcar uma sessão com a manicure ou garantir as entradas pro próximo jogo do seu time do coração simplesmente “falando com o Google”. É isso aí: os usuários que optarem por participar do experimento poderão usar a interface conversacional do Modo IA para comprar ingressos de eventos e agendar serviços ligados às áreas de estética/beleza e bem-estar. 


No momento, os testes só estão disponíveis nos Estados Unidos… mas a chegada ao Brasil não deve demorar muito. Para os profissionais de SEO, essas evoluções levantam questões importantes sobre como os usuários interagem com a busca e com os canais digitais das marcas.


Opal, a nova ferramenta generativa do Google para criação de mini-aplicações


Outro grande assunto do mês foi a expansão do Opal, uma ferramenta generativa no code que pode ser usada para desenvolver “mini-apps” de maneira 100% conversacional (ou seja, sem que o usuário precise escrever uma linha de código sequer!).


Disponível na forma de experimento do Google Lab, o recurso agora está presente em mais de 160 países, incluindo o Brasil. Segundo a companhia, o Opal tem sido usado para construir workflows automatizados, aplicativos de quiz, assistentes de análise de dados, entre dezenas de outras aplicações.


Mas a lista de casos de uso apresentada pelo Google não para por aí. Ela inclui também a criação de ferramentas capazes de gerar conteúdos otimizados, como blogposts, textos para redes sociais e imagens para campanhas.


Segundo a apresentação oficial, o Opal promete reduzir o tempo de produção, entregar conteúdos estruturados e adaptar formatos conforme a necessidade. Mas isso suscitou controvérsias na comunidade de SEO.


Muitos profissionais levantaram preocupações sobre a qualidade e a originalidade dos conteúdos gerados e o uso de dados proprietários para treinar o sistema. Alguns especialistas mencionaram ainda a aparente contradição entre o uso sugerido do Opal (a “criação de conteúdo personalizado de maneira consistente e escalável”) e as próprias diretrizes anti-spam do buscador, que condenam a publicação exagerada de conteúdo em escala.


Foi isso que Lily Ray, vice-presidente da agência Amsive, ironizou recentemente em uma publicação na rede social X: “blogposts otimizados feitos por IA que depois farão seu site cair nos nossos próximos algoritmos, entendi” (tradução livre).



Postagem de Lily Ray em seu perfil do X (antigo Twitter)


Novidades no Google Search Console


O Google também liberou e anunciou recursos importantes no Search Console, ferramenta que faz parte do “kit básico” de qualquer equipe de SEO.


A primeira novidade foi a chegada das anotações personalizadas nos relatórios de performance. Agora, os usuários podem adicionar marcações diretamente nas linhas do gráfico para registrar eventos relevantes, como mudanças de conteúdo, implementação de estruturas técnicas, migrações, campanhas ou qualquer fator que possa impactar métricas.


Outra atualização anunciada foi a inclusão de filtros específicos para branded queries, que devem chegar às contas nas próximas semanas.


A gente explica: branded queries são aquelas buscas que incluem o nome de uma marca, linha, produto ou serviço específico, como “tênis Nike”, “Amazon Prime”, “perfume Lily” etc.


Com o novo recurso, ficará mais fácil monitorar a performance dessas pesquisas e separar tráfego que chega por reconhecimento de marca daquele que vem das buscas mais genéricas, tipicamente associadas às fases mais iniciais da jornada do cliente. É uma distinção importante para análises estratégicas, já que o monitoramento direcionado pode gerar insights relacionados a branding, participação dos canais e impacto de campanhas externas na busca orgânica.


Nano Banana Pro chega à Pesquisa Google e ao Google Ads


No fim de novembro, o Nano Banana Pro ganhou os holofotes como a mais nova aposta do Google para geração de imagens com inteligência artificial. Desta vez, o destaque foi a integração direta na Pesquisa (via AI Mode) e no ecossistema de publicidade paga (Ads). 


Estamos falando de um sofisticado modelo de IA para geração e edição de imagens, construído com base no Gemini 3 Pro. A proposta dele é permitir a criação de visuais com “qualidade de estúdio”: imagens nítidas em alta resolução, com texto renderizado diretamente na imagem e controle refinado de iluminação, câmera, composição, estilo, entre outros ajustes. 


Agora, tudo isso está presente no AI Mode da Pesquisa Google (para usuários com assinaturas Pro ou Ultra situados nos Estados Unidos), o que amplia a capacidade da ferramenta de entregar não só textos como respostas visuais completas. 


No Google Ads, os anunciantes podem usar o Nano Banana Pro diretamente para criar, editar e testar criativos visuais para campanhas, sem precisar depender dos bancos de imagens ou da produção manual de elementos de design.


Open AI Atlas e o novo assistente de compras do Chat GPT


O ChatGPT Atlas é um navegador web com o ChatGPT integrado diretamente na experiência de navegação! 


Em vez de apenas abrir páginas, o Atlas coloca uma barra de IA ao lado de qualquer site, permitindo ao usuário pedir resumos, análises, comparações e até automatizar tarefas dentro de páginas, tudo sem sair da aba atual. Ele inclui recursos como memória de navegador, respostas contextuais e um “Agent Mode” que, em planos pagos, pode realizar ações completas como tarefas de pesquisa ou compras online com aprovação do usuário.

O Atlas foi lançado inicialmente para macOS e deve se expandir para Windows, iOS e Android.


Paralelamente, estamos chegando cada vez mais próximos do prometido futuro no mundo dos compradores de plantão! O Assistente de Compras do GPT (implementado como Shopping Research e com suporte a Instant Checkout) transforma o ChatGPT em um consultor de compras integrado. Em vez de apenas retornar links, o sistema entende descrições de produtos, faz perguntas clarificadoras, pesquisa opções relevantes na web e monta guias de compra personalizados com comparações de preços, especificações e links diretos para varejistas. 


Esse recurso já está disponível para usuários Free, Plus, Pro e Go e trabalha com modelos especializados para otimizar recomendações. Além disso, integrações como o Instant Checkout permitem que compras sejam completadas diretamente dentro da interface do ChatGPT em alguns casos, conectando catálogos de varejistas e fluxo de pagamento seguro sem sair da conversa.


Ah! E como tem sempre coisa nova quando falamos em updates no universo de inteligência artificial, aproveita pra dar uma olhada aqui no nosso super Guia de IA e SEO, onde mantemos tudo atualizado pra você!


Como este relatório é construído? 


Antes de mergulhar nos dados brutos, tem algo que vale ser destacado: a forma como a gente categoriza os sites neste relatório faz toda a diferença.


Tudo começa com a base de dados do Semrush, mais especificamente o relatório de ganhadores e perdedores por domínio. O foco principal aqui é o tráfego estimado. Ou seja, um número que não representa os acessos reais, mas funciona como uma boa métrica correlacionada para observar tendências e mudanças de comportamento nas buscas.


Depois disso, entra em cena a inteligência artificial. Cada domínio é avaliado por um modelo de IA que faz a categorização inicial e, em seguida, validado por outro modelo (um “segundo par de olhos”) automatizado que ajuda a garantir mais consistência no processo. Isso nos permite organizar os dados por nichos e enxergar além das variações individuais: conseguimos identificar movimentos mais amplos, padrões e possíveis sinais do que está por vir.


Para deixar o processo mais ágil sem comprometer a qualidade da leitura, a gente também faz um filtro para focar nos domínios mais relevantes, aqueles que, de fato, ajudam a contar uma história sobre o cenário atual das buscas. E, embora a análise priorize a variação mensal (MoM), também temos estrutura para comparar os dados ano a ano (YoY), sempre que for necessário.


No fim das contas, nosso objetivo é simples: transformar números em contexto. Porque no mundo do SEO, olhar para os dados certos com a lente certa faz toda a diferença.

É isso que transforma dados em inteligência.  


Categorias vencedoras


Alguns nichos da web brasileira conseguiram atravessar o mês de novembro com fôlego renovado após as turbulências intensas dos meses anteriores.


São esses os segmentos que chamamos de “categorias vencedoras”: os grupos de sites que ganharam visibilidade orgânica em relação ao levantamento anterior e conquistaram mais espaço nas SERPs.


A seguir, você confere o ranking completo das categorias que mais cresceram no cenário nacional ao longo das últimas semanas. 




Redes Sociais e Comunidades Online


As redes sociais voltaram a liderar a corrida do tráfego orgânico em novembro,com destaque para plataformas como Facebook, Instagram, YouTube, TikTok e WhatsApp.



Uma parte desse movimento pode ser explicada pelo comportamento do usuário moderno: mesmo na era do social searching, o Google ainda é uma importante “porta de entrada” para os conteúdos hospedados nas redes. Em novembro, esse movimento ganhou força com novos lançamentos, atualizações internas das plataformas e uma enxurrada de trends que circularam no Instagram e no TikTok. 


Isso se refletiu em um aumento nas consultas de intenção navegacional, do tipo “como repostar no Instagram” ou “vídeo da trend X”, buscas que levam naturalmente a páginas oficiais das plataformas.


O dado mais surpreendente do mês é a liderança do Facebook, historicamente visto como uma “plataforma em declínio” desde a ascensão do Instagram e do TikTok, redes que concentram a preferência dos usuários jovens. Os números sugerem que o Google pode estar indexando grupos públicos, páginas de eventos e outros conteúdos do Facebook com mais frequência. 


Essa hipótese conversa com uma tendência que já vem sendo observada há algum tempo: na “Era das IAs”, os buscadores parecem estar tratando as plataformas sociais como fontes valiosas de "interações humanas reais", valorizando discussões em grupos locais e páginas baseadas em UGC (conteúdo gerado por usuários).


Para as marcas, o recado é claro: o tráfego das redes segue crescendo e capturando uma fatia cada vez maior da atenção na web. Estratégias que combinam SEO tradicional com técnicas de otimização para redes sociais ganham ainda mais importância à medida que a experiência de descoberta se fragmenta entre Google e plataformas sociais.


Materiais de Referência


Representada por domínios como Wikipedia, Dicio, Priberam, Sinonimos.com.br e outros portais informativos, a categoria Materiais de Referência está entre as maiores afetadas pelo fenômeno zero click… mas conseguiu dar a volta por cima em novembro.



A sazonalidade tem um papel importante aqui: o penúltimo mês do ano está associado a eventos importantes nos calendários escolares e acadêmicos do Brasil. É um período em que estudantes de todas as idades se dedicam a exames finais, trabalhos de conclusão de curso e outras atividades de fechamento do semestre letivo.


Isso impulsiona buscas ligadas a temas acadêmicos e escolares. Nesses contextos, mesmo com os avanços recentes das IAs generativas, muitos usuários ainda acessam os domínios originais para validar informações, confirmar fontes ou obter explicações mais completas.


Além disso, os sites da categoria continuam tendo papéis privilegiados como “fontes citáveis”. Faz mais sentido listar um artigo da Wikipedia na seção bibliográfica de um trabalho escolar do que dizer que “a informação foi retirada do ChatGPT”, né?


Outro fator relevante é o alinhamento desse tipo de site com as necessidades dos próprios modelos de IA. Conteúdos estruturados, bem interligados, com equilíbrio preciso entre objetividade e aprofundamento: esse é um “perfil de página” que aparece o tempo todo entre as fontes de resumos automáticos, AI Overviews e respostas de chatbot. Isso faz com que esses domínios sejam cada vez mais posicionados como referências nos resultados da busca generativa, reforçando sua visibilidade nas SERPs.


Computadores, Eletrônicos e Tecnologia


O crescimento da categoria Computadores, Eletrônicos e Tecnologia é uma prova incontestável do que a gente já sabe: as IAs chegaram para ficar.



Afinal, o ChatGPT brilhou no topo do ranking, com um ganho que praticamente puxou o crescimento da categoria. Isso sinaliza uma mudança comportamental profunda: cada vez mais gente recorre ao chatbot mais famoso do mundo no dia a dia (e usa o Google para chegar até ele). Os usuários não estão apenas usando a IA, eles estão buscando pela IA.


O crescimento no tráfego da AWS (Amazon Web Services) pode refletir o aumento da demanda por infraestrutura de nuvem comumente registrada no final do ano, época em que muitas empresas precisam preparar seus sistemas para os picos de vendas e para o fechamento fiscal. 


Além disso, a instabilidade na nuvem da Amazon, que deixou muitos grandes sites fora do ar no final de outubro, pode ter gerado um pico de interesse do público. Mesmo em novembro, o assunto do “apagão da aws” continuou movimentando pesquisas (e tráfego) na web.


O desempenho da categoria também está alinhado com o calendário comercial: novembro é sinônimo de pré-Black Friday, Black Friday e aquecimento para o Natal. É justamente nesse período que usuários recorrem ao Google para comparar modelos de celulares, laptops, TVs, fones e outros dispositivos eletrônicos. Consultas como “qual melhor celular até X”, “review TV 4K”, “qual notebook comprar em 2026” e “diferença entre modelo X e Y” tendem a explodir nessa época.


Embora a categoria de Ecommerce tenha sofrido em novembro, os sites de tecnologia não seguem exatamente a mesma lógica. Afinal, antes de comprar, o usuário geralmente precisa entender, comparar, avaliar especificações e ver benchmarks ou análises completas. Isso significa que boa parte das consultas resulta em cliques para blogs e sites especializados.


Categorias perdedoras


Para alguns nichos, novembro foi um mês de avanços… mas, para outros o cenário foi bem menos favorável. 


Entre os efeitos de sazonalidade e os impactos indiretos das constantes evoluções da busca, uma parte da web brasileira registrou quedas significativas na visibilidade orgânica. Esses são os segmentos que entram na nossa lista de “categorias perdedoras”.


Confira, abaixo, o ranking das 5 categorias que mais recuaram no mês. Em seguida, trazemos análises aprofundadas sobre os três setores mais afetados.




Clima


A categoria Clima liderou as quedas de novembro, com retração perceptível em vários domínios tradicionalmente fortes no segmento (como o portal ClimaTempo).



Essa queda está relacionada a três fatores principais. O primeiro é sazonal: novembro costuma ter menos eventos meteorológicos extremos, o que significa menos buscas urgentes por “chuva hoje”, “temperatura amanhã” ou alertas específicos. O segundo fator é comportamental, já consultas básicas de clima são cada vez mais respondidas via widgets dos próprios sistemas operacionais, notificações de celular, apps nativos de previsão do tempo e assistentes de voz (ou seja, canais que dispensam acesso direto aos sites).


Por fim, o terceiro ponto é o impacto crescente de SERP features que fornecem respostas imediatas, como cartões de previsão e mapas embutidos nas páginas de resultados. Isso reduz diretamente a taxa de cliques e dificulta a vida dos sites especializados.


E-commerce e compras


Para a surpresa de muita gente, o varejo online voltou a aparecer no levantamento de categorias perdedoras. Mas, para quem acompanha o mercado de perto, o movimento já esperado (ainda que pareça paradoxal diante da Black Friday).



Há duas grandes explicações para essa queda. A primeira é a ascensão pesada do social commerce: muitos consumidores agora descobrem ofertas diretamente nas redes sociais. O Instagram, por exemplo, tem um espaço para a listagem de produtos nos perfis das empresas, com botões que levam diretamente para as páginas de compra (sem nenhum intermédio do Google). Já o TikTok lançou recentemente sua própria plataforma de vendas, o TikTok Shop. 


O segundo ponto envolve mudanças técnicas e de qualidade. Em meses de alto volume, é comum que páginas de produtos, cupons ou descrições duplicadas sofram os efeitos colaterais de ajustes finos do algoritmo, especialmente em períodos próximos a atualizações de spam.


Por fim, também vale mencionar a influência cada vez maior das jornadas mobile: hoje em dia, muita gente faz compras pelo celular. É comum que esses usuários acessem diretamente os aplicativos de grandes varejistas (como Magazine Luiza e Mercado Livre), sem passar pelo Google. Em muitos casos, esse movimento é incentivado pelas próprias marcas, com campanhas que trazem “cupons exclusivos para o app” e outras propostas do tipo. 


Esportes


A categoria de Esportes também encerrou o mês no vermelho, um movimento previsível devido à ausência de grandes competições em novembro. Após a maratona de eventos de 2025, o calendário esportivo entrou em uma fase de transição, com menos finais, menos jogos decisivos e menor volume de pesquisas por informações ligadas a tudo isso.



Novembro marca o fim do Campeonato Brasileiro e das competições continentais (Libertadores). Diferente do meio do ano, onde a expectativa é alta para todas as torcidas, muitos times já não disputam títulos e nem lutam contra o rebaixamento, reduzindo o volume de busca de torcidas que estão na "zona morta" da tabela. O engajamento cai naturalmente.


Outro fator relevante são os widgets esportivos do próprio Google, que entregam placares, tabela e resultados diretamente na SERP, reduzindo drasticamente a necessidade de clique para consultas simples. Para domínios que dependem de tráfego imediato (como sites de placares em tempo real), isso representa uma perda significativa.


O que chama a atenção aqui é o desempenho do domínio noataque.com.br, que perdeu um volume avassalador de visitas. Uma queda dessa magnitude (superior à perda líquida da categoria inteira) sugere uma penalização algorítmica severa ou um problema técnico de grande impacto. É possível ainda que o site tenha perdido visibilidade no Google Discover, uma fonte vital de tráfego para notícias esportivas, ou tenha sido afetado por atualizações de spam recentes.


Conclusão


Como mostra o nosso relatório de novembro, a combinação entre volatilidade intensa, comportamento de consumo fragmentado e SERPs cada vez mais influenciadas por IA vem tornando o jogo do SEO mais dinâmico e competitivo.


As categorias vencedoras do mês reforçam o poder da autoridade, os efeitos dos picos de interesse e as mudanças no comportamento do público. É um lembrete do que a gente sempre diz por aqui: a busca pode mudar, mas a intenção do usuário ainda é o eixo que move tudo.


Já as categorias que perderam fôlego trazem outras lições: segmentos altamente dependentes de sazonalidade, de eventos externos ou de visibilidade privilegiada nas SERPs são os que mais sofrem quando o Google muda as regras (ou quando o comportamento do usuário se desloca para outros canais).


Para quem investe em SEO, tudo isso reforça a importância de pensar em estratégias holísticas, capazes de englobar múltiplas plataformas. Focar nas palavras-chave e nos rankings já não é suficiente: é preciso entender como as pessoas descobrem, comparam, validam e consomem informações em diversos ambientes digitais (redes sociais, apps, IA, plataformas proprietárias e, claro, a Pesquisa Google). Se você curtiu este report, aproveite para conhecer nossos outros relatórios e acompanhar o desenrolar dos altos e baixos de 2025. E se quiser ajuda para ter uma análise como essa focada no seu segmento e seu negócio, vem falar com a Wesearch!


Comentários


bottom of page