Quando o conteúdo vira referência: SEO pensado para pessoas e robôs
- Lamis Karaki
- há 4 horas
- 4 min de leitura
De páginas que ranqueiam para conteúdos que viram referência. De links azuis para respostas geradas por IA. Este case mostra como SEO, conteúdo e estrutura se encontram no início de um novo jeito de pensar a presença digital.
Highlight
Conteúdo estruturado para humanos e sistemas de IA, ampliando alcance e relevância.
Intenção de busca e organização semântica como base da autoridade.
Top 1 no Google e presença no AI Overview como resultado de estratégia, não acaso.

Este case mostra como a Wesearch e uma das maiores s da indústria papeleira brasileira trabalharam juntas para transformar conhecimento em referência. O objetivo não era apenas reforçar um modelo de negócio já consolidado, mas fazer com que esse conteúdo também se tornasse uma autoridade na busca orgânica e no AI Overview, quando o assunto é produzir e compartilhar informação de qualidade.
O ponto de partida não foi criar algo novo. O conhecimento já existia, era sólido e tecnicamente consistente. O desafio estava em outra camada: organizar esse conteúdo de forma que usuários, mecanismos de busca e sistemas de IA conseguissem compreendê-lo, interpretá-lo e reutilizá-lo com clareza.
O resultado foi um conteúdo que alcançou a primeira posição na SERP para uma palavra importante para o projeto e passou a ser citado pelo Google AI Overview, mostrando que SEO, quando bem estruturado, não serve apenas para ranquear, serve para ensinar sistemas de busca a responder.
#1 posição na SERP e citação no AI Overview do Google
Conquistar o topo da SERP sempre foi um indicador relevante de sucesso em SEO.Mas, em 2025, isso deixou de ser o ponto final da jornada.
O conteúdo sobre tipos de papel não apenas alcançou a primeira posição orgânica no Google, como também foi selecionado pelo AI Overview para compor respostas geradas automaticamente pela IA.
Na prática, isso colocou o material em duas camadas estratégicas da busca:
como resposta direta para usuários que ainda navegam pelos links tradicionais;
como fonte de conhecimento para sistemas generativos que sintetizam e redistribuem informação.
É nesse ponto que SEO deixa de ser apenas visibilidade e passa a ser referência.
O contexto do projeto
A Companhia em questão carrega décadas de expertise técnica, produção industrial e conhecimento acumulado sobre o papel, seus tipos e aplicações.
Esse conhecimento já estava presente no ambiente digital, traduzido em conteúdos institucionais completos e tecnicamente corretos. O problema não era autoridade e tampouco falta de informação.
O desafio estava em outro lugar: a forma como esse conteúdo era lido, interpretado e reutilizado pelos sistemas de busca havia mudado.
Com a consolidação de respostas automáticas, resumos gerados por IA e novos formatos de SERP, explicar bem deixou de ser suficiente. Era preciso estruturar para ser compreendido.
O desafio
O conteúdo original reunia informações valiosas sobre tipos de papel, mas precisava atender a três requisitos simultâneos:
ser facilmente compreendido por usuários humanos;
ser corretamente interpretado por mecanismos de busca tradicionais;
ser utilizável por sistemas de IA generativa, capazes de resumir e redistribuir informação.
De forma bem clara, nossa ideia era aumentar a visibilidade orgânica e garantir relevância nas respostas geradas por IA, posicionando a marca como referência no tema (não apenas como mais um resultado listado!).
O cenário de buscas em 2025: SEO + busca generativa
Com tudo o que temos estudado, testado e aplicado, ficou muito claro que o comportamento de busca mudou.
Além dos links azuis, os usuários passaram a encontrar respostas diretas, resumos automáticos e conteúdos sintetizados por IA a partir de múltiplas fontes. Nesse novo cenário, SEO passou a atuar (ainda mais!) com compreensão semântica.
Conteúdos bem estruturados ajudam tanto crawlers quanto modelos de linguagem a entender hierarquias, conceitos e relações entre informações. E isso se tornou decisivo para quem aparece e para quem é citado.
O trabalho de estruturação
A estratégia da Wesearch partiu de um princípio simples:entender como as pessoas perguntam para estruturar como o conteúdo responde. O primeiro passo foi mapear as intenções reais por trás da busca “tipos de papel”.
Isso incluiu:
dúvidas recorrentes;
variações de perguntas;
expectativas de quem busca entender, comparar ou aplicar o conceito.
O foco não foi apenas palavra-chave, mas necessidade de informação.
Organização para clareza e resposta direta
Com base nesse mapeamento, o conteúdo foi reorganizado para favorecer:
parágrafos curtos e objetivos;
títulos e intertítulos alinhados a queries reais;
hierarquia clara de informações.
Essa estrutura facilita a leitura humana e, ao mesmo tempo, envia sinais claros para crawlers e sistemas de IA, que dependem de organização lógica para interpretar relevância.
E-E-A-T na prática
A autoridade do conteúdo foi reforçada não por declarações institucionais, mas por explicações técnicas contextualizadas, exemplos práticos e referências e links úteis.
Experiência, especialização, autoridade e credibilidade apareceram como consequência da estrutura, muito além do que apenas no discurso.
O resultado
O alinhamento entre intenção de busca, clareza de conteúdo e princípios de qualidade gerou impactos diretos.
Posicionamento orgânico
#1 posição na SERP para a busca “tipos de papel” no Google Brasil.
Citação no AI Overview
O Google passou a utilizar o conteúdo como base para gerar respostas automáticas sobre o tema.
Na prática, isso indica que o buscador:
compreendeu a estrutura da página;
reconheceu a autoridade da fonte;
considerou o conteúdo confiável o suficiente para sintetizar informação.

Mais do que tráfego, o resultado representa posicionamento estratégico.
O que este case diz sobre o novo momento
Este case reflete a forma como a Wesearch enxerga SEO hoje: como uma disciplina estratégica, pensada para pessoas, buscadores e sistemas generativos ao mesmo tempo.
Ao unir pesquisa de intenção, estruturação inteligente e princípios sólidos de qualidade, o trabalho mostra que visibilidade sustentável não vem de atalhos. Vem de método, leitura de cenário e capacidade de transformar conteúdos institucionais em referências reais no ecossistema de busca atual.
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